12 de agosto de 2010

A mão no ombro

Como se tu alumiasses
ainda
cada degrau, cada palavra,
e a noite não fosse
a única porta estranhamente
branca,
eu subia sem conhecer o ombro
onde apoiava a mão.


Eugénio de Andrade

2 comentários:

Paula Galego disse...

;)

Anónimo disse...

Eu sou poeta, e como poeta tenho que admitir que tem muito jeito para poemas!
Os meus sinceros parabéns!